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A Droga da Escola ou a Droga na Escola?

Escutamos algumas vezes alguns adolescentes dizerem: “a escola é uma droga”. Isto em baianês quer dizer algo assim como a escola é um saco ou um tédio ou um horror. Droga, então, seria o equivalente a algo muito ruim. Não obstante, pensando na significação das palavras e das expressões e em todas as suas variáveis, a droga na escola hoje pode mudar o sentido dessas significações; já não é mais saco, nem tédio nem horror, agora é um mundo de fantasias em Chicago onde os Intocáveis agora traficam maconha, cocaína, craque e outras “cositas más”. Que bom que a droga na escola mude o sentido da expressão e se diga que bom que a escola seja uma droga!

Me pergunto: de quem depende que a droga entre nas escolas públicas de Salvador e cidades vizinhas? Quais são os mecanismos que não estão sendo utilizados para que alunos estejam drogados em sala de aula, para que alunos continuem indo para escola só para traficar e não para estudar?

Será que a escola é tão ruim que se necessita estar drogado para suportar matérias e professores?

Será que a violência, produzida por um grande montante de frustração e amenizada pela droga, está sendo naturalizada? O que está encobrindo essa naturalização?

O que faz que um adolescente queira experimentar maconha? Sabemos que essa etapa da vida é a da transgressão, e que bom que assim seja! Mas, o que faz ficar preso à experimentação e seguir consumindo, tornando-se um adito às drogas?

Criando algumas hipóteses poderíamos pensar que tudo depende do grau de contenção e sustentação que se receba dentro do grupo familiar. È na família que recebemos os primeiros valores e conhecimentos; depois vem a escola, mas na escola a preocupação parece ser sobre conteúdos de matérias e não a aprendizagem de valores éticos e morais.

Penso; na escola não se ensina a cooperar, a falar sobre os sentimentos, a questionar o obvio, o naturalmente aceito; na escola se pergunta pelo que pensamos, se avaliam conteúdos, achando que isso é o que nos transforma; não se reflete sobre as experiências, não se avaliam nossas dificuldades e ganhos no processo de aprender. Se define, de antemão, que não deveremos ter dificuldades e que o ganho será apenas a repetição de conteúdos. Será que essa é a droga da escola? E, como será a droga da família? Por que será que os pais nunca se sentem responsáveis por seus filhos se drogarem? Qual será o destino das frustrações não elaboradas de pais e filhos? Será que não existem conexões?

Bem, já é hora de agir. O que você faria para mudar? A mudança sempre começa por casa e se você não é capaz sozinho, procure ajuda, mas não deixe as coisas como elas estão, porque só depende de nós lutarmos por uma família melhor, uma escola melhor, uma sociedade digna e justa para nós e para nossos filhos.

2 de setembro de 2006

Graciela Chatelain

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