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ENTREVISTA COM ANA QUIROGA

Com motivo da realização das Jornadas comemorando os 50 anos de Psicologia Social Pichoniana em Buenos Aires.

 

No saber popular se diz que as crises são oportunidades. Como ve esto a Psicologia Social?

As crises subjetivas são crises que em general representam crescimento porque têm a ver com a nossa capacidade de resolver contradições, ainda que possa haver de outras naturezas, claro. As sociais por seu lado são mais abarcadoras e complexas, tocam muito mais as condições de existência, os vínculos e o encontro entre os seres humanos e um tema que me preocupa é: Como essas crises sociais impactam na vida subjetiva? Como são processadas ou não pelos sujeitos de essa ordem social? Que podem aportar os sujeitos numa situação de crises em função de resolve-la e o que não? Aclaro sempre que no tenho una posição catastrófica e que não identificamos crises com caos. A crise social, que é um tema que trabalho desde há muitos anos e que cada tanto terei que retomar, parece. A nossa é una crise que se prolonga, se reinventa, vai reestruturando-se, há uma tentativa de resolver as situações que entram em crises e fracassa. Mas no campo da vida social a crise tem um efeito que não sempre ajuda ao crescimento e à saúde.

Como os sujeitos enfrentam a crise?

Há uma diversidade de maneiras para afronta-la, há quem nega a situação de crise ou a colocam no passado ali estão fazendo uma abstração de um processo de crises que é nacional e por sua vez global. Nós somos parte de um mundo que está num sistema económico em crise, que se tenta resolver e fracassa, quer dizer que se vai vendo de que maneira se pode ir resolvendo mas sempre a partir do mesmo sistema, que é, em definitiva, o problema. Na Argentina há una mirada muito restrita de nossa própria crise, nestes momentos se explica a partir da pesada herança, por exemplo; quer dizer que em nosso país não se analisa a história desde um contexto internacional, porque agora estamos afetados de determinada maneira pelo contexto internacional; há 10 anos era outro o cenário. Mas nosso país está em crise desde faz muitas décadas e as crises foram particularmente agudas a partir dos anos ´70.

Quais são as características desta crise em particular?

Está expulsando personas do âmbito laboral, está retrocedendo algumas conquistas da Argentina em muitos aspectos. El desenvolvimento económico em termos da indústria favorece a inserção laboral de muita gente e isso ao ser modificado está abrindo um espaço de desamparo e des-inserção que em muitos casos é negado. No há nada más grave que negar os fatos porque então não vamos poder resolvê-los, também creio que há crises de muita confrontação.

Nós estamos por realizar um congresso dos 50 anos da fundação da Escola e da Psicologia Social na Argentina e o nome que escolhemos foi “Num mundo de muros e gretas, a Psicologia Social interpelada”, o muro e a greta não são fenômenos nacionais, mas internacionais, há una multiplicidade de muros de todo tipo e há antagonismos muito fortes acompanhados de una ruptura da escuta e da aceitação.

24 de novembro de 2017

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