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Escolhendo a primeira escola

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Escolher a primeira escola para o (a) filho (a) pode parecer, a priori, algo muito simples, mas se refletirmos um pouco sobre o que significa APRENDER e no que esse processo ressoará futuramente na vida adulta de uma criança, isso muda radicalmente.

Da mesma forma que, como nos fala Lya Luft: “…ter filhos e cria-los é cada dia gerar e pari-los outra vez, sem descanso”, e portanto um compromisso cotidiano com seu desenvolvimento emocional, físico e intelectual, escolher a primeira Escola implica não só a tomada de decisão – a escolha em si – mas, fundamentalmente, a ratificação dessa escolha a cada instante, a partir do processo de interação que vai se estabelecendo nos diferentes vínculos e relações que se engendram desde então.

É a primeira vez que a criança sai de casa, do seu espaço, do seu grupo familiar para se inserir em uma nova forma organizada de interação (um novo grupo), iniciando uma nova rotina e vivenciando novas experiências que certamente incidirão sobre seu desenvolvimento e personalidade. Não obstante, e lembrando que os primeiros anos de vida do indivíduo são de extrema importância para sua formação e saúde psico-social, é preciso acompanhar de perto a vida escolar do filho nessa fase, e principalmente neste primeiro ano, estando atentos aos novos vínculos e relações que começam a se formar, tais como: aluno/professor; aluno/proposta pedagógica; aluno/ equipe pedagógica; aluno/funcionários em geral; aluno/diretoria da escola; pais/professor; pais/diretoria, etc. Desse modo, se tem maiores possibilidades de conhecer de forma mais real a maneira como funciona a Instituição Escola, a aplicabilidade de sua proposta pedagógica e perceber se seus objetivos estão sendo coerentes com suas ações e com as atitudes daqueles que são os responsáveis por colocá-las em prática.

A Escola não deve ser vista apenas como espaço onde são construídas condições favoráveis para o aprendizado, mas deve ser entendida e buscada como um lugar de “pertença”, no qual o aluno (a criança) possa estabelecer um vínculo de confiança, interagindo, conhecendo e aprendendo de forma prazerosa, criativa e inovadora. Com isso não estou afirmando que a Escola seja uma “família” para a criança ou mesmo um prolongamento desta, não, de forma alguma. Escola é escola e família é família, uma não precisa da outra para desenvolver suas tarefas, mas a criança precisa de ambas para se desenvolver e é nesse sentido que elas podem ser parceiras e complementares na busca pela qualidade no processo de educação/formação desta.

A Escola deve ser entendida e buscada como um lugar onde a criança possa pensar, sentir e fazer de forma integrada e não fragmentada, onde ela possa unir razão e emoção, cabeça e corpo, onde possa finalmente se sentir de fato (e não no papel ou no discurso) protagonista de seu processo de construção do conhecimento.

3 de junho de 2011

Maura Espinheira Avena

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