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Matrizes de aprendizagem

Palestra ministrada durante a I JORNADA PEDAGOGICA DO CIEG
A PSICOLOGIA SOCIAL PICHONIANA E A PEDAGOGIA CONFLUÊNCIAS E CONTRIBUIÇÔES
(Vygotski, Piaget, Paulo Freire, Pichon-Rivière)
Salvador – Bahia, 05 e 06 de setembro de 2003

Há anos, defini como matriz ou modelo interno de aprendizagem a modalidade com que cada sujeito organiza e significa o universo de sua experiência, seu universo de conhecimento.

Esta matriz ou modelo é uma estrutura interna, complexa e contraditória, e se sustenta em uma infra-estrutura biológica. Está socialmente determinada e incluí não só aspectos conceituais, mas também afetivos, emocionais e esquemas de ação. Este modelo, construído em nossa trajetória de aprendizagens, sintetiza e contém, em cada aqui e agora, nossas potencialidades e nossas debilidades, dificuldades. Estas matrizes não constituem uma estrutura fechada, mas uma gestalt-gestaltung, estrutura em movimento, suscetível de modificações salvo em casos de extrema patologia.

Em que sentido propomos que esta estrutura é contraditória? Por ex. porque nelas coexistem, com distintas dominâncias, um pensamento irracional, mágico, próprio de certas modalidades do pensamento infantil, com um alto grau de desenvolvimento de elaboração simbólica. Por sua vez, as contradições, aceitas como forma de ser do real – desde um ponto de vista conceitual – não podem ser toleradas emocionalmente, ou vice-versa, vivemos emocionalmente ambivalências, contradições emocionais e consideramos desde o pensamento a contradição como um erro na lógica do pensar.

Se bem o conceito de matriz de aprendizagem é uma elaboração pessoal não poderia compreender-se em sua origem e desenvolvimento, mas incluída na interioridade do ECRO pichoniano e na prática da aprendizagem grupal.
Surge como conceito da elaboração de múltiplas experiências na formação e aprendizagem de sujeitos adultos.

Nessa prática realizada com a técnica de grupo operativo, comecei a registrar a existência de modalidades de vinculação com o objeto de conhecimento profundamente enraizadas em cada sujeito.

A que me refiro? À forma de dar-lhe significação, sentido ao objeto de conhecimento, dar-lhe significação e sentido particular à relação com esse objeto, às modalidades de visualizar-se a si mesmos como sujeitos do conhecer. O que implicava aceitar-se como sujeito, negar-se como tal, culpar-se, limitar-se ou desenvolver potencialidades.

3 de junho de 2011

Ana Pampliega de Quiroga

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