CIEG - Centro Interdisciplinar de Estudos Grupais Enrique Pichon-Rivière

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O campo grupal: sua importância na construçâo do conhecimento

(Mesa Redonda)

Antes de mais nada, gostaria de agradecer aos colegas do Centro Interdisciplinar de Estudos Grupais Enrique Pichon-Rivière, particularmente a Graciela Chatelain e a todos vocês que me honram, concedendo-me a tão grata possibilidade  de intercambiar opiniões sobre a problemática educativa  em uma das mais belas capitais da cultura que tem nosso sacudido planeta: Salvador, Bahia. Eu venho de Rosario, cidade da Argentina, onde convivem perigosamente “o maravilhoso e o sinistro”, onde   nasceu  Ernesto Che Guevara e onde se viu ensinar  francês ao jovem Pichon-Rivière, onde Rosario Central  ganhou  do Atlético Mineiro, 4 memoráveis gols, e onde padecemos, um índice de desocupação que supera largamente  20% há anos, com todas as tragédias que isto acarreta a um povo trabalhador.

Fui convidado a integrar esta mesa acompanhado de pessoas tão prestigiosas, para falar da importância do campo grupal na construção do conhecimento, a partir do pensamento de  Liev Semiónovich Vygotski. Em primeiro lugar, gostaria de lembrar-lhes que para  Vygotski, falar de Psicología, era falar de Psicología Social e Histórica. Em consequência para mim, falar de Vygotski implica destacar suas confluências com os desenvolvimentos  científicos do Dr. Enrique Pichon -Rivière.

Minha intenção é propor-lhes algumas reflexões sobre as contribuições Vygotskianas, que não só permitem tais confluências, como contribuem com a prática e a teoria do campo grupal, particularmente na produção vincular do conhecimento, embora que seu gênio não tenha se envolvido especificamente na grupalidade e nem tenha alcançado o conceito de Vínculo.

O pensamento vygotskiano vem sendo revalorizado desde os anos 80, contraditoriamente aos eixos orientadores predominantes dos debates dali em diante. Mas, esses eixos, ligados ao que primeiro se chamou  “posmodernismo”, e sobretudo, seguidamente o pensamento “globalizador”, tem proporcionado significativas distorções à sua concepção. Para evitá-las, seria conveniente começar recordando também suas palavras que indicam que “ diferente de Piaget, supomos que o desenvolvimento não se orienta à socialização, mas, a converter as relações sociais em funções psíquicas”. Efetivamente, como tenho assinalado em Pedagogia Vincular, através de palavras que Leontiev põe na boca de Vygotski, “todas as funções psiquicas superiores são relações de ordem social internalizadas” exibindo uma coincidência chave e quase textual com Enrique Pichon-Rivière.

Para Vygotski, o desenvolvimento psicológico infantil apresenta duas grandes linhas: a primeira “natural”, e a segunda “social” e ambas se caracterizam, essencialmente, como processos de aprendizagem. Desde o ponto de vista filogenético, afirma, a segunda linha foi possível quando havia finalizado o desenvolvimento evolutivo da primeira, mas ontologicamente, as duas têm lugar, entrelaçadas intrincadamente, em  um mesmo processo histórico e social. Efetivamente, para ele, o recém nascido é um ser altamente social, dotado durante o primeiro ano de uma sociabilidade tão singular que não se reeditará em etapas posteriores.

3 de junho de 2011

Contribuiçôes de Liev S Vygotski

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