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Pedagogia Vincular

Palestra ministrada na I Jornada Pedagógica do CIEG – 09/2003
(Texto apresentado na Mesa redonda)

Pichon -Rivière nos ensinou “que a comunicação é o triho pôr onde coircula a aprendizagem” e que esta é sempre um processo social vincular. E Vigostki nos confirmou que tinha na cooperação, na mutualidade compartilhada, uma das suas instâncias fundamentais. Me preocupa aqui e agora com vocês que consigamos superar as dificuldades idiomáticas em nossa comunicação, de modo que circule ágil e com prazer a aprendizagem que consigamos nesta instância.

Pôr sua vez, definir uma perspectiva de ensino aprendizagem em termos de pedagogia vincular, tem sido também um processo compartilhado que permitiu sintetizar percursos comunitários, institucionais, grupais e psico-sociais, tanto na área da saúde pública como de educação popular e da construção da corrente pichoniana em nossa região e na Argentina. Sobretudo temo-nos nutrido das contribuições da corrente da Escola de Psicologia Social fundada pelo Dr. Enrique Pichon-Rivière e dirigida hoje pôr Ana Panpliega de Quiroga, e temos transitado em debate com o ecleticismo que domina na Pedagogia dominante tanto antes como durante e depois da chamada reforma educativa. Reforma que na Argentina, como temos assinalado buscou gerar maiores condições de adaptação passiva da população através do sistema educativo para alcançar máximos níveis de tolerância ao presente capitalista que denominam globalização. Presente imperialista que nestas décadas conduz as maiorias populares a viver sob a linha da pobreza, da fome e do desespero, sobretudo na maioria dos países que por serem dominados, ainda ricos, muitos deles, são todos países pobres.

Em primeiro lugar, pois, a Pedagogia Vincular constitui uma perspectiva de itinerário compartilhado. Como temos dito: ou será coletivo ou não será; e em tal sentido resulta muito alentador estar compartilhando juntos este espaço de reflexão e debate. Tal perspectiva se nutre antes de mais nada em práticas de aula e numa longa tradição tanto em Pedagogia como em contribuições da Psicologia. No pedagógico, desfrutamos da herança fértil legada pôr tantos pedagogos que tanto têm contribuído ao desenvolvimento da educação popular. Em Paulo Freire se sintetizam muitos deles e se afirma nossa esperança crítica, sobretudo quanto às suas contribuições que nos remetem à luta dos gestores essenciais da prática pedagógica: os que aprendem e os que ensinam.

Nos últimos anos da década de 80, sustentávamos um debate com “o progressismo argentino”, apoiado primeiro no denominado Congresso Pedagógico Nacional e mais tarde à citada reforma, em que sustentávamos que a educação se rege pôr três séries de leis diferentes e interatuantes entre si e que não seria possível um caminho significativo às necessidades das maiorias na educação, senão se direcionavam essas leis em favor dessas necessidades. Efetivamente a educação se rege pôr leis políticas, gremiais e científicas.

3 de setembro de 2003

Hector Rougier

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