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Uma nação jovem com uma história milenar

Do livro: Trabajo e identidad ante la invasión globalizadora, Ediciones Cinco/La Marea, Buenos Aires, Argentina; año 2000.

A questão se existe ou não uma identidade nacional que caracterize o modo de ser argentino é um tema crucial, que suscita debates de todo tipo no terreno político-cultural e para o qual nós propomos a idéia de identidade em luta. A proposta aponta a abrir um caminho diferente tanto para quem torna sagrado ao Estado, como único e todo poderoso forjador de nações e identidades, como para quem o ignora ou se subordinam à ideologia e às crenças que efetivamente se impõem desde o controle do aparato estatal e desde o conjunto de interesses hegemônicos na sociedade. As classes sociais dominantes instalam seus próprios valores e buscam “naturaliza-los” como se fossem indiscutíveis e inerentes a todos.

Se fala, por exemplo, dos argentinos como produto de um “crisol de raças”, com o qual se quer dizer que somos uma confusa mescla de espanhóis, italianos e alguma outra porção de mundo. Semelhante idéia foi reforçada com aquela outra, difundida em chistes, canções ou sérios estudos acadêmicos, segundo a qual nós, os argentinos, “descendemos dos barcos”. Em definitivo, se nos nega identidade própria, ou se admite alguma, se a caracteriza desde aspectos isolados, superficiais, vinculados a imagens tais como o gaúcho, o chimarrão ou o tango. Estes elementos são em si mesmos incapazes de constituir um complexo integrado que permita reconhecer uma verdadeira identidade nacional na qual se incluam todos os argentinos com suas conotações psicológicas e sociais, individuais e coletivas.

Obscurece-se assim a noção de que em um largo e contraditório processo histórico se tem configurado uma identidade nacional _ estruturada na base da unidade do diverso_ com hegemonia dos elementos impostos pelas classes dominantes.
Fortes elementos identificadores que superam as ricas e múltiplas diferenças regionais e provincianas permitem reconhece-nos e que nos reconheçam como argentinos. Longe de gerar uma colagem invertebrada, uma coisa híbrida, tais elementos se assimilaram em um substrato nacional forte, ao ponto tal que a primeira geração de filhos de árabes, japoneses, coreanos ou italianos mostraram e mostram traços nítidos de uma “argentinidade” que o distingue de seus paises.

3 de junho de 2011

Josefina Racedo

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